(Volta... Falo do que sinto...)
A minha busca é antiga,
e de longe chegam meus mensageiros,
anjos que me falam de coisas vindouras,
de dores e de compungir de entranhas.
Eles contam histórias belas de homens
e de mulheres errantes à procura de abrigos em si
e grávidos deram à luz a toda busca
e transmudaram em lindas borboletas azuis.
A minha busca é antiga
e antecede aos ventos dos mares
e tem suas raízes
em plasmas e estertores de virgens concebidas
e de entranhas paridas;
a minha alma é eterna e meu corpo
eternamente grávido, eternamente ávido
da vida nele contida,
chama que aquece sonhos
pálidos e de desejos cálidos
que em minha alma são mares largos
e em meu corpo, navios e ventos de oráculos
e vaticínios tardos.
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